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7 Formas de Reduzir o Custo Oculto da Má Comunicação

Artigo FIN-2

7 Formas de Reduzir o Custo Oculto da Má Comunicação

Por Prof. Calixto

Quando no título deste artigo digo “Má Comunicação”, exploro bastante o significado da palavra “Má”. Isso porque tenho percebido há algum tempo um grande aumento no foco em resultados por parte de gestores financeiros, que buscam incansavelmente resultados (números) e acabam por desdenhar da importância dos relacionamentos corporativos para o alcance destes.

Quando me deparei com o artigo da Christine Porath (professora da McDonough School of Business, da Georgetown University, Estados Unidos, e autora de Mastering Civility) no portal da HSM Management, entendi perfeitamente o que ela queria dizer com: “47% dos profissionais que eram maltratados reduziam propositalmente seu desempenho; 78% disseram que seu comprometimento com a organização também declinara.” Inclusive, você pode ler o artigo na íntegra neste link.

O que percebo é uma grande reação em cadeia, pois há uma cobrança extrema – interna e externa – acerca de resultados dentro de uma companhia, principalmente financeira, o que faz com que consequentemente estes gestores enxerguem apenas efeitos evidentes do não cumprimento das metas e deixem de notar as causas, muitas vezes subliminar.

Mas o importante é perceber as diversas formas de se evitar que isso aconteça e selecionei 7 maneiras de redirecionar esse mindset:

1 – ESCUTAR: um líder deve ser um bom ouvinte para saber se posicionar, pois sua equipe também tem direito – e vontade – de se expressar. É importante que o gestor saiba escutá-los e direcioná-los para o caminho mais assertivo. Por isso, gestores devem praticar a escuta ativa e esforçarem-se para entender o que seu time tem a dizer.

2 – SER TRANSPARENTE: como exigir resultados positivos de uma equipe sem ser sincero com os membros? Gestores devem prezar pela transparência dentro do seu time: não podem acobertar erros, fazer promessas falsas ou esconder dados relevantes para o desempenho de seus liderados – caso contrário, observará colaboradores desmotivados com a falta de retorno. O grupo precisa ser avisado sobre todas as informações relevantes para suas funções.

3 – DISCURSO MOTIVADOR: gestores devem deter da habilidade de discursar diretamente para sua equipe, ou seja, fazer com que cada membro sinta que seu líder está falando diretamente com ele. Para isso, é preciso ter um discurso motivador – e também pessoal. Ou seja, o gestor precisa conhecer bem cada liderado para direcionar sua comunicação de maneira assertiva.

4 – ENCORAJAR A EQUIPE: líderes são os responsáveis por manter sua equipe motivada. E não há jeito mais efetivo de estimular um grupo do que os encorajando a respeito de suas demandas e conquistas. Funcionários têm um desempenho melhor quando são impulsionados e motivados por seus gestores – gostam de sentir que seu trabalho é valorizado e reconhecido.

5 – FEEDBACKS CONSTRUTIVOS: ao darem conselhos ou feedbacks, os gestores devem ter um discurso construtivo. Ou seja, ao invés de desestimularem suas equipes, apontando apenas os erros cometidos, líderes devem saber mostrar como o funcionário pode aprender com a falha e como pode melhorar para acertar na próxima ocasião.

6 – ACEITANDO FEEDBACKS não são só os funcionários que devem receber feedbacks. Líderes também devem manter a porta aberta para escutar o que sua equipe tem a dizer. Ou seja, precisam estar prontos para reconhecer que estão errados e ter a humildade de escutar a respeito da falha. Gestores não podem esquecer que ideias e insights também podem vir de dentro do grupo e devem deixar seu time confortável para discutir temas e questões relevantes para o desempenho de todos os membros.

7 – PROPÓSITO: ninguém tem a obrigação de saber e entender tudo. Por isso, gestores, ao explicarem algo para sua equipe, devem contar o porquê de estar fazendo o pedido e como ele impacta o desempenho do time. Líderes que conseguem conectar o trabalho com a vida pessoal dos membros do grupo conseguem dar uma explicação ainda mais efetiva.

Inclusive, estive um Dublin, na Irlanda, e analisando a estrutura dos negócios digitais que se estabeleceram por lá (Google, Airbnb, Dropbox, etc.), percebi algo intensamente valoroso dentro de conceito que chamo de “Comunicação Humanizada”, ou seja, que tem tudo a ver com este artigo:

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